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FREGUESIA DE PORTELA

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeiro: Santo André.

Habitantes: 260 habitantes (I.N.E.2011) e 379 eleitores em 05-06-2011.

Actividades económicas: Agricultura, pecuária, pequeno comércio e construção civil.

Festas e romarias: Santo André, Santo António, Senhora da Paz, Senhora do Rosário, Senhora de Fátima e S. Bento.

Património cultural e edificado: Igreja paroquial, Capelas de Senhora da Paz, de S. Bento e Casa de Castro.

Outros locais de interesse turístico: Moinhos e quedas de água.

Gastronomia: Enchidos de porco e bacalhau à portuguesa.

Artesanato: Cestaria, tecelagem e tamancaria.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

Localizada a Norte do concelho arcoense, a Freguesia de Portela dista da sede do município cerca de 15 km, encontrando-se já perto dos limites com o Concelho de Monção, em plena serra da Anta, onde ocupa uma área com cerca 306 ha. Os seus limites estão assim definidos: a Norte a Freguesia de Extremo, a Sul a Freguesia de Eiras e Aboim das Choças, a Nascente a Freguesia de Álvora e a Poente a Freguesia de Padroso. 

 

RESENHA HISTÓRICA

 

A antiguidade desta freguesia encontra-se no Castro do Couto da Lama, que tal como outros vestígios megalíticos são marcas comuns, também nas freguesias vizinhas de Padroso, Extremo, Álvora e Anhões (esta freguesia do Concelho de Monção), todas localizadas na já referida Serra da Anta, e noutras serras vizinhas, todas pertencentes ao maciço da Serra da Peneda.
Ainda a respeito da história da Freguesia de Portela, no Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais pode ler-se na íntegra:
«Datam de 991, "In Portella de Vice Villam Fratrum", lugar de Frades nesta freguesia e de 1066, "Ildonza de Portella" as primeiras referências a Santo André de Portela.
Em 1258,na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, São Salvador de Cabreiro é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
 Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, que o rei D. Dinis mandou elaborar, para determinação da taxa a pagar, Santo André de Portela foi taxada em 40 libras.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença, foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao bispado de Ceuta, até 1512.
Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
Com a incorporação da comarca de Valença no arcebispado de Braga, no início de séc. XVI, procedeu-se à avaliação dos benefícios eclesiásticos que a compunham. Portela rendia 39 réis, uma libra de cera e 75 alqueires de pão terçado.
Na avaliação efectuada em 1546, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, esta igreja tinha um rendimento de 30 mil réis.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo diz-se que Santo André de Portela tinha sido metade da apresentação do mosteiro de Sabadim e a outra metade de leigos sendo, porém nesse tempo, toda a igreja da apresentação alternativa daquele mosteiro e do visconde de Vila Nova de Cerveira, confirmada pelo arcebispo D. Diogo de Sousa.
Segundo Américo Costa, além de Santo André, a actual freguesia de Portela abrangia ainda Nossa Senhora da Portela, que era vigairaria da Ordem de Malta por ser anexa à comenda de Távora da mesma ordem. Fundiram-se mais tarde numa única com a categoria de abadia.
Em termos administrativos, pertenceu, em 1839, à comarca de Ponte de Lima, e, em 1852, à de Arcos de Valdevez.»
Como motivos dignos de visita, face às características de interesse turístico, pode-se referir: a Igreja Paroquial, o nicho “Capela do Senhor dos Arrependidos, as lindíssimas paisagens próprias do vale do Vez. As quedas de água no rio Rajado são outra das belezas desta freguesia, assim como o parque eólico, donde se avistam deslumbrantes paisagens.
 
(Fontes consultadas:  Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Autarcas do Século XXI, vol.3, “Terras de Valdevez e Montaria do Soajo” de Eugénio de Castro Caldas)
 


 

FREGUESIA DE EXTREMO

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeira: Nossa Senhora da Natividade.
 
Habitantes: 160 habitantes (I.N.E.2011) e 240 eleitores em 05-06-2011.
 
Actividades económicas: Agricultura.
 
Festas e romarias: Santo António (Junho) e N. S. Natividade (8 de Setembro).
 
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial, Capela da Mourisca e alminhas do Senhor do Socorro.
 
Outros locais de interesse turístico: Miradouro e vestígios de fortificações antigas.
 
 
 
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
 
 
 
O Extremo é uma freguesia portuguesa do concelho de Arcos de Valdevez, com 8,33 km² de área e 157 habitantes (2001). Densidade: 18,8 h/km².
 
 
 
RESENHA HISTÓRICA
 
 
 
Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Extremo denominava-se igreja de Moimenta. Pertencia então ao bispado de Tui.
 
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado elaborar pelo rei D. Dinis, para pagamento de taxa, a igreja de Moimenta, que tinha como orago São Martinho, rendia 40 libras.
 
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença, compreendida entre os rios Lima e Minho, foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu ao bispo de Ceuta, D. Henrique, a Comarca de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
 
Quando, entre 1514 e 1532, D. Diogo de Sousa mandou proceder à avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença do Minho, incorporados na diocese de Braga, Moimenta rendia 30 réis e meio, meia libra de cera e 25 alqueires de pão.
 
Segundo Américo Costa, era vigairaria do comendador de Távora, da Ordem de Malta. Em termos administrativos, pertenceu, em 1839, à comarca de Ponte de Lima e, em 1852 à de Arcos de Valdevez. Em 1878, fez parte do julgado de Aboim das Choças.
 
A antiga freguesia de Santa Maria tem actualmente como orago Nossa Senhora da Natividade.
 
 
 
( Fonte consultada: Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo )
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